7.2.10
Dia 06 de fevereiro de 2010.
6.2.10
Dia 06 de fevereiro de 2010.
5.2.10
Struggling (Dia 5 de fev.de 2010)
7.1.10
Epílogo do monólogo
Desde muito pequena me acostumei a criar cenários e falas. Situações perfeitamente articuladas. Com diálogos bem definidos, figurinos detalhados, em um cenário absolutamente descritível. E os anos se passaram e tal atributo não se esvaiu. Muito pelo contrário, possivelmente se tornou ainda mais elaborado.
Mas não raro os monólogos rodeiam os que são vida (aqui devo também me implicar). Mas não deveria ser assim...muitas vezes. Porque em um sopro (puff!) tudo se esvai. E restam as lágrimas (novamente, mas desta vez inconsoláveis), a dor e os monólogos mentais.
Talvez o silêncio não devesse se fazer tão constante. Talvez devesse. Na verdade eu arrisco a dizer que os silêncios, por si só, podem ser até bastante aprazíveis; mas se os silêncios existem ao passo em que monólogos mentais são construídos, certeiro é que algo carece de tintura de iodo. Uma operação delicada de exposição deve ser criada. E por este motivo os diálogos se tornam praticamente mandatórios. E causam a redenção daqueles que viviam submersos em monólogos.
Ruth 3:18 em 07.01.2010, 3:12.
Ironia. Em uma ligação no meio da noite da primeira semana de janeiro a voz do outro lado me entrega (derrama) nome de assento de banco de ônibus de Torino. Uma realidade quase Kafkaniana. Seria um pesadelo distorcido, bem possivelmente. O telefone a tocar duas vezes. O telefone atendido. Uma explicação que não se faria necessária caso não fosse orquestrada (chicoteada) por alguém. Pitoresca cena.
Um X. O X da questão é que esta questão não tem X. Tudo parece tão subliminar (pesadelo) que beira o enlouquecimento de Ismália. Mas mal sabia Alphonsus que aquele desvario faria um sentido (quase poético!) na vida dos que não querem se perder entre a lua do céu e a lua do mar. Eu continuo a amar Ismália, a pobre coitada presa na torre.
E seguem-se as incongruências. Eu, vez outra, peço com licença. E para quem queria ouvir o adeus, bastava se adiantar. Mas não, parece que essa condição não seria fato. Ou ato.
No meio desta noite não existe lágrima copiosa, lágrima incipiente ou qualquer reação do tipo. Não. Resta uma pontinha de um sentimento que cá não se deve fazer expresso. Além de uma humilhação que, se era parte da sinfonia (rodeio espanhol), jamais se concretizou. Sem mais.
Em PS cabe ressaltar que o pesadelo saiu pior que a encomenda. Assim, sem grandes surpresas para esta madrugada.
Em PPS dou um suspirinho. Uffa (em Italiano)!!
E para fechar (ouço o espanto e noticio um sorriso discreto no canto destes lábios) possivelmente amanhã o suspiro homônimo será dado em Português.
Senza titolo. Niente di più. 06 gennaio 2010.
Not that love is suppose to fade; nor that this kind of feelings is the one and only manifestation of love. No, not at all. Not that you are perfect (or for the sake of my argument, were perfect), not that you cared about me better than anyone else, not that you fulfill my dreams, not that you share my thoughts. But for some uncountable reasons you kept your place. (And the bells rise in a symphony: Silly C, silly C..).
Could it be diverse: Maybe. Maybe the entire path could have been diferent. So many maybes. Maybe one could be alive, maybe one could be near, maybe one could be none, maybe the eyes could have seen more and the heart have felt less. Maybe... Maybe one day there would not be you standing with that white shirt of yours seting all my breakable belongings while I was being the most annoying of all the superfecial creatures ever. But you were. And you felt for me. And from that moment on all the things were damned to be the way they are nowadays...or maybe not. Maybe we did screwed them up in a way they shouldn´t have been.
In any case, enquanto tento racionalizar o que não tem razão eu me torno um ambulante soco no estômago. E ainda devo ressaltar que jamais chego a ponto algum com tais interpretações. Sim, tudo isso sequer parece fazer sentido. Time passed by and one moves on. Curso natural das coisas. You did.(...)
E mais um dia se esvai. E que venha outro!! Porque nada melhor do que um pouco de curry para variar o paladar. Além do mais, se da pimenta e da canela restam permanentemente as memórias do passado, nada como um novo sabor para temperar os meandros da vida no presente e no futuro.
E em um cantinho discreto remanerá a sua essência (bom, ao menos a essência do que fomos. E talvez um pouquinho daquela do que não fomos também.) E mais dia menos dia estes textos se esvairão.
6.1.10
29 de dezembro de 2009.
Esta palavra, que tem ruídos de continuação e de imobilidade, tem carapuceado minhas forças. Mas se fosse por pura inércia não seria por falta de amor, Um amor puro, um amor egoístico, um amor protetor extremista. Minha nova luta vem a ser travada contra esta palavra com cacarejar de roldanas e pregos que não cumprem outra função senão a função estática a que foram concebidos para cumprir. Mas a realidade, nua e cega, faz com que meus pulsos sintam a necessidade de atropelar esta constantidade - Se é que constantidade se faz palavra!
Mas, de inércia, digo um último adeus. E agora com licança, devo começar um novo passo.
29.11.09
29.9.09
Sobre listas...sobre o AMOR.
Em um burburinho de paz sou transportada para aquele cantinho quentinho...cantinho que - agora entendo eu! - sequer possui um nome, sequer possui uma jurisdição. Precisar ser enviada para uma situação praticamente insípita para poder provar os sabores é algo, no mínimo, incrivelmente interessante. Poderia dizer indescritível.
E, no mais, as listas de sim e não, de pros & cons, de amores e saudades poderiam ser criadas. Ou não. Simplesmente porque nada muda o fato de que não importa muito o nome, o dia, a cor, o formato...apenas importa o conteúdo. E este se chama AMOR. Sem medo. Sem inadequações. Sem erros. Sem qualquer problema que não possa ser superado, que não possa ser resolvido. Porque sem AMOR nada vale a pena. Mas com AMOR qualquer lista, qualquer incerteza, qualquer movimento, qualquer meandro, qualquer tudo perde o sentido. E que assim seja....porque sem AMOR nada sou.
24.9.09
Laços
4.7.09
Notícias (16.06.2009)
Estou bem. Aqui está fazendo um calor insuportável. Estou usando esmalte rosa. Estou escrevendo meu trabalho final - e isso é estressante. A casa continua uma loucura. Meu cabelo cresceu muito. Enquanto esperava o ônibus um dia destes me assentei entre um senhor e uma senhora e ouvi os dois discutindo sobre as polêmicas festas do Berlusconi (ele defendendo. Ela criticando). O senhor se foi e a senhora ficou a reclamar comigo sobre a opinião dele. Ontem comprei legumes, alho e óleo pela primeira vez. Sobre a “família dos verdes” devo dizer que antes tinha comprado apenas saladas. Ontem fiz arroz e legumes. Hoje cozinhei um gnocchi especial, com cogumelo, salsa e tudo mais. Estou curtindo esta coisa de cozinhar como gente grande. Estou devendo emails para todo mundo. Desculpem!! Estou lendo 3 livros de literatura. Fiz um cantinho com os cartões postais e cartinhas lindas que recebi. Estou ouvindo música Polaca enquanto escrevo para vocês. Ainda não fui ao culto em Italiano. Desenvolvi uma grande paixão por meias. Meias dos mais diversos tipos, modelos e cores. Substituí o consumo de arroz por queijo. Penso e sonho em Inglês. Quando escuto ou falo Italiano continuo a ter a impressão de que é Português. Tenho que comprar água todos os dias. Não tem bebedouros por aqui. Tenho saudades de coisas prosaicas. Tenho saudades de coisas que jamais imaginei que pudesse ter. Ontem senti falta do pé de limão de Florestal. Sinto falta de ouvir meu celular tocando o tempo todo, de ligar para conversar de graça com meus amigos. Sinto falta das noites quintanas, do Ballet, do Spinning. Dos almoços no Diamond. Sinto falta das sessões de filme, das sessões de seriados. Saudades da vovó. Saudades dos irmãos lindos, dos pais-inspiração. Da família, dos primos, dos amigos. Amigos benzênicos, amigas de anel, amigas de cookies, de Tribunais, de Brumário. Primas grandes, primos pequeninos. Conheci um menino de 21 anos, um de 22 e um de “quase 24” - todos jogam futebol e em 3 momentos diferentes. Fiquei a me perguntar se me contavam mil detalhes sobre futebol porque sou Brasileira. Dizem que tenho cara de muito novinha. Ontem achei um cabelo branco na minha cabeça. Fui a um jantar em que me serviram ravioli de coelho (Imaginem a saia justa!). Por aqui virei Carrr, Carline, Princess, Carolina, Carla Patrícia e Pam. Pam foi escolhido por mim, numa busca por um nome que guarde em si a ausência de mais perguntas. Uma tentativa de se evitar novos interesses, novas indagações. Sou Pam, vendedora de sapatos da Aldo de Madison. Fede é Kim de Laguna Beach. E por ai vai. Jamais usamos os nomes com outras pessoas. Sempre que vejo criancinhas fofas na rua imagino que poderia pegá-las todas emprestadas. Reticências. Conheci algumas pessoas muito bacanas. Reencontrei amigos queridos de outrora...de Yale, de Madison. Discuti sobre o significado da vida, sobre os constantes “até logo”. Aqui peço licença para usar as reticências e deixar o assunto no ar. Ganhei muitos presentes fofos aqui. Pulseira da Índia, meias, chocolates da Suíça, dois pares de sapatos novos, esmaltes, etc. Comprei alguns livros. Assisti alguns filmes. Eu já me acostumei com a cidade, com os horários. Tenho saudades.
Life (16.06.2009)
Each new book, each new color, each new season, each new holiday. Each new word, each new conversation. No matter where. No matter when. No matter in which language.
Everything encompasses an entire new world, day by day.
But at the same time everything new brings memories from the past, brings smells and flavors that can`t be experimented anymore. At least not as the same way as before.
Before I wrote about people that changed my life in magnificent ways. And I stressed out that some of them don`t even know that they helped on building my character. This year I had the chance to create new whispers of life with some of them. This year I met friends from before, I met friends from Yale, from Madison. This year I met a friend I wished to meet for so many years (and it was worth waiting for that meeting). I visited places I have never been. I had to deal with things, people and feelings I never wished to deal with.
This year I faced myself sick of goodbyes; I faced myself saying goodbye once more 10 days after. This year I thought about how hard it is to come back home, but I left home again. This year I face myself wondering about things in a diverse way than before and that would be probably sufficient to make me different. Somehow.
This year I keep on believing that everything is possible. I keep having faith. I keep being myself. This year life is passing fast. Slow. This year encompasses the reality of life. Breath after breath. And I am really thankful for everything.
Sei que/ I know (June 5, 2009) Port./Eng.
Sei que vou me arrepender. Arrepender-me-ei por estas lágrimas, por estas linhas, por estes sentimentos. Sei que me arrependerei por ter segurado por tanto tempo tamanha dor, tamanha rejeição. Acredito ainda que me arrependerei se te mostrar estas linhas, se publicá-las. Mas não quero jamais me arrepender pelo que disse, pelo tanto que lutei. Estou cônscia da contradição que esta introdução traz consigo, mas o que digo?
Por agora pareço permanecer como um jardim cerrado. Inatingível. Aparentemente a redoma que construí anos atrás se tornou algo vivo. A proteção acabou se tornando um muro, um verdadeiro impedimento.
Para atravessar ao meu jardim parece imperioso conquistar a chave do meu coração. Raros momentos imagino ver – ou ter visto – isso acontecer. Mas na realidade o portão permanece fechado. Constantemente. Serenamente.
Dizem que tenho carinha de novinha. Por vezes diversas me imagino inacreditavelmente velha.
Dizem que sou bela. Por vezes tantas me imagino inacreditavelmente grande. E o efeito disso não pode ser facilmente imaginado por ninguém que me conhece.
Dizem que sou inteligente. Por vezes me imagino terrivelmente incompetente. Outras vezes chego a me questionar a razão de ter empregado tanto tempo e esforço com o conhecimento. Por vezes me debato com o pensamento de que quisera eu ter empregado meu tempo com coisas mais corriqueiras, com relações interpessoais, com coisas da vida.
Dizem muito. Dizem nada. O silêncio tem ultrapassado as palavras ultimamente. Raramente escuto os sons alheios. Os olhares parecem constantemente me perseguir, mas as palavras não são jamais ditas.
Eu continuo aguardando o gesto grandioso. Quase como um milagre. Pelo menos imagino que continuo a aguardá-lo. Mas para ser bastante sincera parece que não aguardo coisa alguma. Simplesmente porque não resta qualquer esperança real de que tal gesto vá ocorrer. Ou mesmo de que tal coisa exista.
Os dias passam. Os momentos são belos. Ou são sozinhos. Ou são belos mas vazios. Porque quando não se compartilha não existe beleza suprema. Aqui abro parênteses para dizer que me questiono inclusive se existe qualquer beleza quando não se compartilha. E fecho parênteses com reticências.
No momento posso dizer que as lágrimas já se secaram. Posso também dizer que imaginei que ficaria pior ao ouvir tais coisas. Ou posso dizer que o estado em que vivo atualmente não se permeia por fantasias, super-sonhos; mas também não se faz de niilismo. Ousaria dizer que meu estado de ânimo atual é uma mistura (praticamente insana) de um vazio (aqui também chamado solidão), de um grande silêncio, de um pouco de sonhos não concretizados (ainda) e da análise (quase constante) sobre a realização destes mesmos sonhos por pessoas queridas – ou por estranhos na rua.
No momento posso ainda dizer que não ter um plano é algo absurdamente novo e amedrontador. Sequer me recordo de já ter passado por isso. Mas uma coisa tenho como boa. Tenho, neste segundo, a felicidade de saber que estou bem ao ouvir tais palavras. De alguma forma (estranha forma) estou bem. Não me debato. Não perdi o meu sono, não estou deitada no chão. Sequer tive que me levantar da cama para lavar o rosto, tomar um ar, tentar pegar um rumo na vida. Não. Nada disso.
Estranhamente nada disso aconteceu. E o meu dia de amanhã continuará a ser vivido exatamente como o seria antes de ouvir tais linhas. E o próximo. E o outro, e o outro. Um dia após outro dia. E isso já me é motivo suficiente para acreditar que as coisas só tem a melhorar e a dar certo. Sem linhas de auto-ajuda. O que digo se baseia apenas no medo recorrente que me acompanha desde o último ano. O medo do retorno. Retorno para casa e retorno para a condição pretérita que tanto me abateu.
E vai que um dia eu esteja assim - como quem não quer nada! - com sonhos renovados, com planos antigos concretizados, com minha carinha de novinha, minha beleza, minha inteligência, meu jardim aberto. E com nenhum silêncio. Porque o silêncio não me apraz.
Mas por hoje me vou para cama. Porque “beuty sleeps”.
02.05am – dia 05.06.2009 (já sexta-feira)
Escrito após ouvir resposta para 2 perguntas feitas pelo telefone. Não acredito que destas 2 perguntas surgirão perguntas futuras.
I know I will regret. I will regret for these tears, for these lines, for these feelings. I am sure I will regret that I have insured for so long such pain, such rejection. I will also regret if I show you these lines, if I publish them. But I do not ever want to regret for what I said, for what I really fought. I am aware of the contradiction that this introduction contains, but what can I say?
For now I seem to remain as a closed garden. Unattainable. Apparently the bell jar which I built years ago has become something alive. The protection became a wall, a real impediment.
To cross to my garden seems imperative to gain the key to my heart. Rare moments I imagine to see – or to have seen - that happening. For in fact the gate remains closed. Constantly. Quietly.
People say that I look young. Sometimes I imagine myself incredibly old.
People say that I'm beautiful. Sometimes I imagine myself being incredibly big. And the effect that it produces on me cannot be easily imagined by anyone who knows me.
People say that I'm smart. Sometimes I imagine myself as being terribly incompetent. Sometimes I ask myself the reason to have spent such amount of time and effort with the knowledge. Sometimes I face myself with the thought that I would like to have used my time with daily things, with interpersonal relationships, with prosaic life things.
People say much. People say nothing. The silence has surpassed the words lately. I rarely hear the sounds outside. The eyes still seem to constantly harass me, but words are never said.
I keep waiting for the grand gesture. Almost like a miracle. At least I imagine that I am still awaiting it. But to be quite honest it seems that I am not expecting anything. Simply because there is no real hope that this gesture will occur. Or even that such a thing exists.
The days pass. The moments are beautiful. Or are alone. Or are beautiful but empty. Because when not shared there is no supreme beauty. Here I open parenthesis to say that I even question whether there is any beauty when you do not share. And I close my parenthesis with reluctance.
At the moment I can say that the tears have already dried. I can also say that I thought it would be worse to hear such things. Or I can say that the state in which I live now is not permeated for costumes, super-dreams; but it is not of nihilism neither. I would dare say that my state of mind today is a mixture (almost insane) of an emptiness (here also called solitude), a great silence, a bit of dreams not realized (yet) and the analysis (almost constant) on the fulfillment of those dreams by some dear people – or even by strangers on the street.
At the moment I can say that not having a plan is something absolutely new and scary. I don’t even remember passing through something like that. But there is one thing I must say that is good. I have at this same second, the happiness to know that I am doing good after hearing such words. Somehow (on a weird way) I'm fine. I am not struggling. I didn’t lose my sleep, I am not lying on the floor. I didn’t even had to get out of bed to wash the face, to take a breath, or try to pick a direction in life. No. Nothing.
Strangely none of this happened. And my day of tomorrow will be spent exactly as it would be before I heard such words. And the next. And the other, and the other. One day after another. And that is already enough reason for me to believe that things will only get better and really work out. And those lines are far away from being self-help lines. And what I say is based only on the fear that is accompanying me since last year. The fear of the return. Return to home and return to the past condition that I experienced.
And one day I may be – sweetly may be! - built with renewed dreams, with the old plans realized, with my young look, my beauty, my smartness, and with my garden open. And without any silence. Because the silence is not quite enjoyed by me.
But for tonight I am just going to bed. Because "beuty sleeps."
02.05am - Day 05.06.2009 (now Friday)
Response written after listening the answers for 2 questions (on the phone). I do not believe that from those 2 questions further questions will be raised.
