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2.7.13

Pés no chão e asas para voar.


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Nunca foi segredo que ela se sentisse com os pés mais no chão desde aquele doce dia. Ela fica a rir sozinha ao ver as mudanças na sua forma de agir, de pensar e de sonhar desde então. Ela fica a achar que isso era tudo o que ela sempre precisou. E assim seguem os dias dela: com os pés em terra firme. 

Mas hoje ela ousou me contar que por vezes teme que ela funcione melhor com asas infinitas. Aquelas asas que sempre a fizeram funcionar com uma obstinação (obtusa), com o olhar fixo na linha de chegada (no futuro). 

O que eu não sei ao certo se ela sabe é que o importante, verdadeiramente, é o caminhar. A estrada. Pouco importa passar os minutos ansiando pelos resultados se os esforços não forem percebidos como relevantes, como gratificantes. Pouco importa ter asas e não apreciar o voo até o destino, ao mesmo tempo que também pouco importa ter os pés no chão e esquecer-se de sonhar.

Eu queria ter tido coragem de dizer a ela o quão importante é ter asas longas e pés no chão. Viver um pouco dos dois mundos é, definitivamente, o melhor cenário possível. Poder caminhar certeiramente e poder, eventualmente, voar longe é impagável. Sair do chão, conhecer o céu. E saber voltar: ao seu lugar.         

21.5.13

Please


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Please hold my hands tight. Please make me aware that the words coming from your mouth have a real meaning. A permanent meaning. Please be tender. And take care of my heart. Please dry my tears. And remind me that I am special and unique, as for now I am tending to believe there are only broken glasses, broken pieces, broken trees. And a broken heart: mine. Right now I am tending to believe there is too much pain around (and inside). I am scared. I wonder about the uncertainty, about everything. Please hug me the tighter you can and whisper in my ears that everything will be alright. Do so, please! Because you are the one and only one who can make that for me, who can save me. And I love you for that. And for everything else.  
  
05.21.2013

5.12.12

Hoje




Do alto dessa cobertura eu ouço os sons de músicas e risadas animadas de uma festa qualquer. Eu não conheço os motivos ou os personagens desse evento barulhento. Sequer sei precisar de onde tais sons ecoam. Entretanto, tenho certeza de que eu queria estar lá. Nessa festa que ocorre agora, em todas que ocorreram na minha vida e nas que ocorrem por aí -- e que sequer me pertencem.

Eu consigo ver meu corpo se balançando nos altos saltos que adornam os meus pés. Sim, os saltos altos que te faziam dizer que minha altura se exagerava ao seu lado. Os saltos que te faziam jurar que eram os devidos para andar no frio. Os saltos que me deixavam encantada, que faziam com que me sentisse encanto. 

E eu dançaria, incessantemente, ao ritmo da música. E não me importaria se você afirmasse que esses sons sequer são músicas. Ou se você insistisse para que eu usasse esmaltes de outra cor ou pedisse que eu fizesse passos para músicas Venezuelanas ou sei lá o que. Eu me acabaria na liberdade de uma noite bem dançada, de uma festa bem aproveitada.

E eu chegaria em casa com um rubor bem meu, dormiria ao lado de uma pelúcia qualquer e saberia que no dia seguinte – assim como em todos os demais – eu poderia fazer o que fosse necessário para alcançar meus objetivos, para realizar os meus sonhos.

Hoje eu tenho dúvidas. Não consigo ao certo saber onde foram parar tantos sonhos bem sonhados, tanta força bem direcionada.

Hoje meus pés gostam mais de sapatilhas e meu corpo prefere as noites carregadas de bons filmes e jantares. Hoje eu sei o que é o amor com suavidade, o amor com maturidade. Hoje eu não mais tenho medo de ser impulsionada a largar tudo por aquele sonho da criança estranha que fui -- aquela que queria falar húngaro.

Hoje eu sei muito bem onde eu quero ficar. Mas o lugar onde quero estar tem que ter as gargalhadas das festas que eu fui. Tem que ter a segurança de que a minha cama estará lá a me aguardar no final do dia. Tem que ter um balanço no quintal. Ou um banco. Ou sequer um meio fio. Qualquer coisa que possa me fazer saber que tenho onde parar para refletir. Ou para conversar. O lugar onde eu quero estar guarda a possibilidade que eu descubra a resposta para as dúvidas que tenho hoje e que encontre os meus sonhos. O lugar onde eu acredito que pertenço tem o poder de me trazer de volta para aquilo que fui e de me levar para o que serei. 

18.4.11


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Dickens foi astuto ao afirmar aquele amor contra um universo. "I loved her against reason, against promise, against peace, against hope, against happiness, against all discouragement that could be. Once for all; I loved her none the less because I knew it, and it had no more influence in restraining me, than if I had devoutly believed her to be human perfection."

Mas  parece óbvio que ele tenha se esquecido que, apesar da beleza de seus termos, não há qualquer beleza fática nisso. Não, não mesmo. E ai de quem ousar me contradizer neste ponto. Parece faltar senso àqueles que creem em tais brevidades.  

Amor? Um amor do tamanho do infinito (sobre dois). Um amor real. Um amor constante. Um algo a surpreender qualquer idéia preconcebida, qualquer intenção pre-estabelecida. E vão-se os dias; e os sonhos; e as felicidades: sempre a nos acompanhar, a nos embalar.
Porque eu amo com razão, com promessas, com paz, com esperança, com felicidade, com todo o encorajamento que pode existir.